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Converter BMP para JPG — de 30 MB para 800 KB

Converter BMP para JPG — de 30 MB para 800 KB

Converter BMP para JPG: quando uma só digitalização pesa trinta megabytes

Há um tipo de ficheiro que vem quase sempre do mesmo sítio: um digitalizador de escritório, um software de medição de laboratório, um equipamento de controlo na produção ou um programa Windows do início dos anos 2000. O resultado é um ficheiro BMP de tamanho descomunal. Uma única digitalização A4 a 300 ppp atinge sem dificuldade 25 a 35 megabytes. Dez páginas e a sua caixa de correio entope.

Porque é que o BMP é tão gigantesco

O BMP não comprime de todo. Não é um defeito mas a finalidade original do formato: guarda cada píxel como valor de cor em bruto, sem alteração e sem cálculo.

A conta é simples e implacável. Uma folha A4 a 300 ppp corresponde a cerca de 2480 por 3508 píxeis, ou seja, perto de 8,7 milhões. Com 24 bits de profundidade, cada um ocupa três bytes. Total: cerca de 26 megabytes — e isto independentemente de a folha estar cheia de texto ou levar apenas uma assinatura. O BMP não distingue conteúdo de superfície vazia.

É por isso que uma pasta com facturas digitalizadas cresce em poucas semanas para vários gigabytes, quando o mesmo acervo em JPG ocuparia pouco mais de cem megabytes.

O que a conversão consegue na prática

O JPG faz o contrário: analisa a imagem e descarta deliberadamente informação que o olho humano não percebe — nuances mínimas de cor, ruído fino do sensor, variações em grandes superfícies uniformes.

Em documentos digitalizados e fotografias isso dá reduções de 95 a 98 por cento. De 30 megabytes passa-se a 600 ou 900 kilobytes. O ficheiro cabe depois sem problema em qualquer correio electrónico, portal da administração ou sistema de gestão documental, e vê-se praticamente na mesma no ecrã.

Onde estão os limites

Com texto a preto e branco puro o JPG não é o ideal. Se a sua digitalização contém apenas escrita, surgirão halos cinzentos finos no contorno dos caracteres. Para arquivar e ler no ecrã é irrelevante. Mas se pretender depois passar a digitalização por um reconhecimento óptico de caracteres, a taxa de acerto pode baixar ligeiramente. Nesses casos o PNG ou uma digitalização directa para PDF é melhor opção.

A operação é definitiva. O JPG trabalha com perdas e a informação descartada não volta. Se se tratar de uma peça de arquivo, uma escritura, uma planta técnica ou um registo com valor de prova, conserve o BMP original ou converta sem perdas para PNG.

Porque é que o processamento não sai do seu equipamento

Os documentos digitalizados estão entre os ficheiros mais delicados que existem. Neles constam nomes, moradas, números de processo, dados bancários, diagnósticos ou pormenores contratuais. Fazê-los passar por um servidor alheio apenas para mudar de formato seria problemático face ao RGPD e é pura e simplesmente proibido em muitas organizações.

Por isso o ImageXpo não envia nada. O ficheiro BMP é descodificado através de WebAssembly directamente na memória do seu navegador e o JPG nasce no seu próprio computador. Não há transferência, cópia em servidor nem registo junto de terceiros.

Converter BMP para JPG — de 30 MB para 800 KB — Interface da ferramenta
Converter BMP para JPG — de 30 MB para 800 KB — Qualidade do resultado

Perguntas frequentes

Porque é que o meu ficheiro BMP é tão grande à partida?

O BMP não comprime nada e guarda cada píxel como valor de cor em bruto. Uma digitalização A4 a 300 ppp ocupa por isso cerca de 26 megabytes independentemente do conteúdo: uma página quase vazia pesa o mesmo que uma cheia.

A minha digitalização continuará legível após a conversão?

Sim, sem reservas com um nível de qualidade elevado. Com texto a preto e branco puro surgem halos cinzentos mínimos no contorno das letras. Para arquivo e leitura não conta; para reconhecimento óptico posterior o PNG é mais seguro.

Posso apagar depois o BMP original?

Em documentos correntes, normalmente sim. Em material de arquivo, escrituras, plantas técnicas ou registos com valor de prova, conserve o original, já que a compressão JPG é irreversível.

Existe um tamanho máximo de ficheiro?

Não. Como o processamento corre no seu próprio equipamento, o único limite é a memória do seu dispositivo. Mesmo ficheiros com mais de 100 megabytes se convertem sem dificuldade num computador comum.