
Converter BMP para WebP — levar um acervo antigo para a web
Converter BMP para WebP: quando um acervo antigo tem de ir para a Internet
Este caso surge quase sempre numa migração. Uma empresa digitaliza o seu catálogo de produtos, uma associação publica o seu acervo fotográfico, uma administração transfere dados históricos para um novo portal. E descobre-se então que as imagens estão todas em BMP, porque o software que as produziu pertence a outra época.
Entre um BMP de 30 MB e um sítio web há um abismo. O WebP é o que melhor preenche essa lacuna.
Porquê WebP e não JPG
À primeira vista o JPG pareceria mais lógico: mais antigo, mais conhecido, suportado em todo o lado. Mas o WebP tem sobre o JPG três vantagens que numa migração se tornam todas relevantes.
É mais leve. Com a mesma qualidade percebida, um ficheiro WebP fica 25 a 35 por cento abaixo do JPG. Calculado sobre dez mil imagens de catálogo, é a diferença entre 4 e 6 gigabytes de armazenamento — e a mesma diferença em cada visita dos seus utilizadores.
Suporta transparência. O JPG não. Se o seu acervo antigo contiver imagens de produto recortadas, não sobrevivem à passagem pelo JPG. O WebP mantém o canal alfa integralmente.
Consegue trabalhar sem perdas. O WebP oferece ambos os modos. Em desenhos de linha, plantas e gráficos com poucas cores pode trabalhar sem perdas e ainda assim obter um ficheiro nitidamente mais leve do que um PNG.
Os números realistas
Partindo de um BMP típico de 26 a 30 megabytes:
Em fotografias e ilustrações a cores chega normalmente a 200 a 500 kilobytes com WebP — uma redução na ordem dos 98 a 99 por cento. Em plantas técnicas e gráficos com poucas cores, no modo sem perdas alcança frequentemente entre 500 kilobytes e 2 megabytes sem alterar um único píxel.
Esta ordem de grandeza parece pouco credível à partida. Explica-se simplesmente por o BMP não comprimir de todo: está a comparar um formato sem qualquer compressão com um dos procedimentos mais eficientes hoje disponíveis.
O que convém esclarecer antes
A compatibilidade já não é problema. Todos os navegadores relevantes mostram WebP há anos. Ao contrário do AVIF, normalmente já não precisa de um formato alternativo.
Fora do navegador o terreno estreita-se. Visualizadores antigos, algumas versões de escritório e certas gráficas não lidam com WebP. Para publicação web é a escolha certa; para enviar a um parceiro comercial, o JPG continua a via segura.
Conserve os originais. Numa migração é tentador apagar o acervo antigo após a conversão. Não o faça na primeira passagem: guarde os BMP até à aceitação completa do novo sistema.
Porque é que o processamento local é decisivo em volume
Numa migração raramente falamos de dez ficheiros, mas muitas vezes de vários milhares. Fazer passar esse volume por um serviço alheio teria três consequências: demoraria dias, ultrapassaria qualquer quota gratuita e estaria a entregar todo o seu acervo de imagens.
O ImageXpo trabalha exclusivamente em local. A conversão corre através de WebAssembly no seu navegador, limitada apenas pela potência da sua máquina. Sem limite de quantidade, sem espera de carregamento, sem terceiros a ver o seu catálogo.


Perguntas frequentes
Uma redução de 99 % é realista?
Sim, porque o BMP não comprime de todo. Está a comparar um formato sem qualquer compressão com um procedimento muito eficiente. De 30 megabytes passa-se normalmente para 200 a 500 kilobytes em fotografias.
Preciso de um formato alternativo para WebP?
Normalmente já não. Todos os navegadores relevantes mostram WebP há anos. Ao contrário do AVIF, pode em geral usá-lo sem elemento picture.
Posso converter sem perdas?
Sim, o WebP oferece ambos os modos. Para plantas técnicas e gráficos com poucas cores o modo sem perdas faz sentido: não altera qualquer píxel e ainda assim dá ficheiros nitidamente mais leves do que um PNG.
Posso apagar depois os BMP originais?
Espere pela aceitação completa do novo sistema. Numa migração é sempre aconselhável conservar o acervo antigo pelo menos durante um ciclo de verificação.